Sem aviso


... Chega sem aviso, sem cerimônia, sem frescura. 
 
 
Foto: Elisabete Rodrigues

 
 Vem de surpresa, repentino, enxerido. Surge do nada, muda tudo, e nos vira de ponta cabeça.




Impetuoso, desmedido, não tem vergonha na cara! Altera o rumo das coisas, muda a velocidade do tempo, troca os planos, arreda do chão nossos pés que afundavam estúpidos, sem notar. Desarruma a cama e a casa, desafina a orquestra, tira o foco, incomoda, tumultua. 
  
Foto: Elisabete Rodrigues

 
Bagunça o correto, põe fogo no circo, senta e assiste.


Foto: Elisabete Rodrigues


Gente muito afeita a planos e métodos, agendas e estratégias não quer ver esse sentimento nem pintado de verde. Foge dele como as baratas correm do chinelo. Mas não tem jeito. Esse sentimento quando dá as caras é pra alterar o estado das coisas. Vem e melhora o mundo.

Rebuliço, reforma, transformação! Chega mudando tudo e não quer nem saber.

Esse sentimento é um movimento involuntário da vida. Ninguém pede licença pra sair gostando de alguém. A gente gosta e pronto. Começa gostando um pouquinho, vai pensando na pessoa de noite, na solidão de nascença que vem com o sono, o coração sentindo uma alegria vaga, um alívio agradecido por haver no mundo quem desperte esse sentimento na gente. Aí descamba tudo.
 
Foto: Elisabete Rodrigues / Presente

A gente vai gostando mais. Como quem entra no mar devagarinho, com coragem e com respeito, solta o corpo lentamente, desde a praia onde é só espuma até o pé não tocar mais o chão e a gente sair boiando, a vida se tornando céu e sol, água e sal.

A vida é boa de qualquer jeito. Viver é sempre bom, mas quem conhece esse tipo de sentimento tem nas mãos um atestado de que tudo, tudo vale a pena. Quando encontra, sai pela vida construindo belezas.

Chegar, todo mundo chega. A gente chega na vida do outro, o outro chega na vida da gente. Ora vai, ora fica. Quando vai, dá saudade, dá alívio, dá coisa nenhuma, tanto faz, tanto fez. Quando fica, ora é bom, ora não. Tem de tudo.

Mas tem um povo que chega do jeito mais bonito. Chega assim, do nada, e acorda a poesia que dormia dentro da gente como um bicho no frio, à espera de quem a desperte com um sorriso largo e um calor na alma.

Foto: Elisabete Rodrigues / Presente

Essa gente vem sem mais e transforma o rumo das coisas. Muda nosso mundo. Deus nos livre dos sentimentos programados, presumidos, estagnados, padronizados, frio, e previstos em planilhas e agendas. 






Eu viciante? Valeu more!!!!
12 meses juntos... Te amo para todo o sempre! Obrigada por tudo!
Marcante! 





Elisabete R💋drigues


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