Espanar a poeira!

 

Foto: Elisabete Rodrigues / Meu espanador de pó

A vida poderia ser a mesma para mim e você, mas não é! Poderíamos viver a mesma situação, e mesmo assim abordaríamos de modo diferente. Cada um tem sua consciência, sua essência, suas próprias perguntas e consequentemente, suas próprias e únicas respostas!
Olha só, talvez você já tenha passado por uma dessas crises que te tira o sono, e te faz pensar o quanto de coisa que você já deveria ter feito, nos sonhos que já deveria ter realizado e até o momento, ainda não conseguiu realizar. Talvez pensar nisso te faça acreditar que você não vai mesmo conseguir o que planeja, mas eu preciso-te dizer que é necessário respeitar seu tempo, ter paciência consigo mesmo e não se cobrar tanto assim.
 
Cada um trabalha com seu próprio “fuso horário”.
Você não está atrasado, nem adiantado, você está exatamente na hora certa! Deus faz a parte dele, e não a nossa parte já que "nós, mortais" estamos em processo de evolução.
 
Tudo é muito complexo, e felicidade não é um objetivo, é um modo de viver.
Ser feliz significa encontrar-se em um estado mental de bem-estar composto de emoções positivas.
Muitos deveriam saber que a felicidade é uma decisão diária, como qualquer outro hábito, e exige um compromisso constante para internalizá-lo. O nosso objetivo na vida é aprender a lidar com os desafios (que são diferentes para cada pessoa) e isso inclui saber viver os momentos de alegria e de tristeza, de força e de fraqueza, de conquistas e de perdas, de saúde e de doença, de dinheiro e com a falta de dinheiro, com sucesso e sem sucesso, sem que nosso mundo ou mesmo a gente só exista/viva se todas ou parte dessas exigências forem atendidas.
 
A felicidade é um caminho que seguimos para podermos realmente viver, porém, viver é para poucos, pois muitos apenas existe, ou apenas faz peso na Terra, ou apenas tem aura negativa, ou apenas tem ego, etc.
 
Viver ou existir, eis a questão...

Sabe, existe uma enorme diferença entre ver e enxergar, ouvir e escutar, andar e caminhar, como viver e existir, enfim, coisas inteiramente distintas.
Algumas palavras podem ter o mesmo sentido ou finalidade quando incluídas em uma frase, parecendo a muitos uma questão de palavras afins.
Mas de fato há uma sutil distância/linha tênue entre entender e captar a essência daquilo que foi mostrado.
Os fatores subjetivos precisam ser mais bem interpretados por quem não consegue enxergar o âmago daquilo que foi exposto.
Ninguém deve menosprezar a força do "oculto" que reside nas "entrelinhas", portanto, quando alguém fala que viu não significa dizer que enxergou o que deveria.
Há distâncias infindas aí. Como está sua intuição? Sua percepção?
Note, quando andamos não quer dizer, necessariamente, que caminhamos.
Ao ouvirmos um som qualquer não implica jamais em afirmarmos que escutamos.
Escuta aquele que sente, aquele que busca ouvir o que não foi dito; o que ficou implícito.

No caso, Viver e Existir também são fatores completamente opostos.
Viver ou existir são escolhas; Alguns escolhem viver, tornam-se protagonistas de suas histórias, e deixam sua marca no mundo; já outros preferem apenas existir, agindo como coadjuvantes, e em vez de marcas, deixam apenas rastros pelo caminho.
Viver é marcar o tempo.
Existir é sumir no vento.
Mas não esqueça: Todo esse conhecimento auxilia por fora, conhecimento vem, mas a sabedoria tarda.
Que saibamos que não adianta ter todo o conhecimento do mundo se não tivermos sabedoria para usá-lo.
Busquemos a sabedoria, e, se der tempo, vamos correr atrás do conhecimento.
 
A sabedoria sem conhecimento sobrevive; o conhecimento sem sabedoria não vale de nada.
A vida é um jogo muito mais labirintoso do que qualquer tabuada, regra de três ou tabela periódica.
Sabedoria é muito mais do que ler diversos livros ao ano e/ou ter uma escolaridade invejável repleta de cursos entre pós-graduação, doutorado, mestrado, idiomas ou até mesmo intercâmbios. Isso intitulamos “apenas” de conhecimento.
 
Estudar traz conhecimento, e isso é meio caminho andado.
Todavia, é somente a metade da trilha para se valer o globo.
 
É muito comum espantar-se com alguém que nunca pisou na escola e que é extremamente sábio.
Na verdade, esse assombro parece trazer até uma sutil carga de preconceito para algumas pessoas, porém, não vejo como tal. Enxergo como uma reflexão plausível dentro do arcaico pensamento que a sociedade propaga.
Quando nos dizem que devemos respeitar os mais velhos, não é uma afirmativa fundamentada somente por causa da idade, e sim, porque são maduros o suficiente para nos ensinar muito mais sobre a vida do que possamos imaginar.
São pessoas dotadas de uma sabedoria ímpar que não é conquistada em sala de aula fazendo provas ou até mesmo lição de casa, tiveram suas provas na vida e depois suas lições. Eles carregam aquela famosa experiência fortalecida ano após ano devido à vivência juntamente com uma casca grossa ou armadura criada por tantas vitórias e tropeços.
 
Entender que a vida é uma enorme dinâmica de grupo, saber quando se deve agarrar oportunidades, e ter facilidade em tomar decisões para colocar-se à frente das situações embaraçosas, são atitudes que caracterizam o comportamento assertivo de um sábio.
Isso, claro, se ele tiver controle emocional que é premissa básica para se chegar aonde quer que seja e, mais do que isso, manter-se por lá.
                                                               
E o Fracasso Bete?
O fracasso é uma ação e não uma pessoa, é apenas a oportunidade de fazer diferente, de recomeçar de outra forma, então, se cair, levante se com classe.

Os tombos te ensinarão novas manobras.

Não desista de você NUNCA!


Foto: Elisabete Rodrigues

Beijos e vamos espanar a poeira, aproveitar cada momento sem pressa e, nada de desperdiçar o tempo. Viva um dia de cada vez.


Entendimento:
Para entender o valor de um ano: Pergunte a um estudante que não passou nas provas finais;
Para entender o valor de um mês: Pergunte a mãe que teve um filho(a) prematuro;
Para entender o valor de uma semana: Pergunte ao editor de uma revista semanal;
Para entender o valor do minuto: Pergunte a uma pessoa que perdeu o avião.
Para entender o valor de um segundo: Pergunte a uma pessoa que sobreviveu a um acidente;

Grata pela atenção!

Link: Recanto das Letras - Espanar a poeira!
Elisabete R💋drigues
 
 

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