O que muda na sua vida quando você mostra para o Mundo quem é de verdade?

Elisabete Rodrigues no banho (Foto: Selfie Elisabete Rodrigues)

Personalidade própria, definitivamente, é uma virtude. Na era das redes sociais, e das selfies auto afirmativas, esbanjar autenticidade é valentia para poucos. Talvez, porque abrir a janela do coração e mostrar para o mundo quem você é de verdade, o melhor e o pior de si, seus defeitos, qualidades, suas crenças, lendas e contradições exige muito amor próprio e uma dose absurda de coragem. Infelizmente, sinceridade é pássaro engaiolado na vivência do outro.
O (a) “maria vai com as outras” é facilmente identificável.
Situações:
Termina o relacionamento porque todos os seus amigos decidiram ficar solteiros.
Frequenta camarotes badalados para demonstrar quase competitivamente para todos os seus 859 amigos da rede social que também está totalmente inserido no universo da ostentação.
Decide namorar porque, milagrosamente, todos os seus amigos se renderam ao amor e não porque a flecha do cupido acertou seu coração.
Enfim, pessoas assim não tem um pingo de individualidade, vive em função do livre arbítrio de um grupo que ele entende como sendo seu e, perde a parcela mais importante do verbo viver: aquela que utiliza do nosso poder de escolha para efetivamente tomar decisões inteligentes e ser feliz.

Não tem nada de errado em se identificar com determinadas filosofias, modelos ou padrões de conduta e em consequência disso mudar sua linha de pensamento, seus caminhos e os passos que serão delineados. Ainda bem que somos todos feitos de vontades, arrependimentos e, sendo assim, completamente mutáveis perante as adversidades e as experiências da travessia. O problema está justamente em seguir determinado tipo de regra de vivência buscando a aceitação de alguém que não seja a si mesmo.
O Universo fora da nossa zona de conforto deve ser reflexo direto daquilo que nossa essência pulsa por dentro. Qualquer coisa que não satisfaça os desejos do nosso coração e represente em toda a integridade da palavra o nosso caráter, não pode e não deve fazer parte da nossa bagagem.
Nada no mundo paga a paz de espírito e a tranquilidade de ser exatamente quem a gente é, sem precisar provar nada pra ninguém. Porque uma vez que se decide seguir as trilhas de uma sociedade modista, efêmera e recheada de contradições, cedo ou tarde se paga o preço de viver uma mentira e uma existência mascarada de submissão.
O Universo não costuma ser flexível quando manda a conta. Perdem-se pessoas, histórias, amor, etc... Perde-se a sua identidade, aquilo que define quem você é.

Para quem é feliz sendo marionete e manipulado pelos desejos dos outros, o mundo a qualquer momento irá exigir coragem para ser autêntico.

Elisabete R💋drigues
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